Estive um tempo parado, confesso. Estive um tempo ocupado demais para me preocupar comigo, só comigo. Estive um tempo tomando conta de minhas prioridades. As coisas, como sempre, foram acontecendo de uma maneira rápida. Uma maneira que eu só consegui acompanhar abrindo mão de minhas outras vontades e coisas que gosto de fazer com frequência. Uma promoção inesperada no serviço, os salários atrasados, as contas, os sonhos, o concurso e uma cirurgia. Foram dias conturbadíssimos. Deliciosamente conturbados!
A minha mãe veio me acompanhar. E, além disso, desse simples fato, ela veio me lembrar que sempre está e sempre estará me acompanhando em tudo. Minha mãe é um anjo! Eu havia me perdido entre o caminho. Em algum lugar eu esquecera de que realmente eu posso contar com ela, e que ela sempre fará de tudo para que eu siga feliz. Chega a ser ingrato: minha mãe só queria participar. Ela tomou as rédeas da situação e chegou pisando firme, forte, decidida. Confesso que ela me assustou, no início, mas depois percebi que estava tentando me proteger.
Ultimamente, quando ela falava que tínhamos uma ligação única, eu não a sentia mais. Ou até sentia, e só tentava repreender. Mas batia mais forte dentro do peito, e eu realmente sabia que era coisa de alma. Engraçado que ela consegue amar os três filhos da mesma forma, como ela sempre insiste em dizer; mas a nossa sintonia é coisa maior, é coisa de Deus. Ela chegou, ficou e decidiu que vai participar. Que quer continuar me vendo feliz... E para isso, ela passou por cima de tudo que acha normal, e de tudo que acredita ser certo. Ela confia em mim!
Eu sei que é fácil falar que isso é natural, que toda mãe é assim. Mas não; não mesmo! Só quem viu minha mãe tomando, talvez, a decisão mais difícil da vida dela pode entender o sentimento que ela tem por mim. Ela ficou uns quatro dias aqui, veio para cuidar de mim, para me proteger. E saiu daqui feliz, tranquila, me abençoando. Minha mãe fez tudo o que pôde para seguir comigo serena, certa, sem sofrer e sem os maiores medos que a atormentavam. Ela esteve comigo todos os dias, e eu acostumei a acordar com ela me entregando o copo de vitamina gelado para tomar com meu remédio. E se passava um minuto, ela já quase surtava.
Não falo só de mãe. Mas, tenho certeza, que ninguém tem o cuidado que minha mãe tem comigo. Ela faz falta, agora. Uma falta gostosa, que aperta o peito, e que me faz lembrar os presentes que ela me deu enquanto estava aqui, tão próxima, fisicamente. Sim, fisicamente. Porque de todas as outras formas que existem, ela está próxima de mim, pertinho, grudada. Eu sou ela, e ela sou eu. E a benção dela foi muito importante para que eu seguisse confiante, e para que continuasse sonhando os sonhos mais bonitos. Minha mãe é única!
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Me incomode, sempre
Como todos os outros, ontem, o meu dia foi muito especial. Fomos a um grupo da Renovação Carismática, na Servos de Deus, e a reflexão da noite foi interessantíssima. Uma coisa divina mesmo; é a única maneira que dá para explicar. As músicas antigas, que gostamos de ouvir sempre que voltamos a frenquentar a Igreja; uma, dua, trêz vozes maravilhosas em coro; pessoas muito ungidas, abençoadas, e a melhor companhia do mundo. Tudo se encaixa perfeitamente, e não há como não grudar os joelhos no chão e não agradecer... agradecer a vida, as conquistas, os presentes e, claro, até mesmo os problemas.
"Eu quero ser incomodado!" Essa foi a frase da noite. Estranho quando paramos para pensar o sentido literal dessa palavra. Estranhíssimo, para falar a verdade. "Causar incômodo a; molestar: incomodar os vizinhos. Desgostar, aborrecer: não me incomode tanto. Causar incômodo a si mesmo; molestar-se, cansar-se, zangar-se. Dar-se ao trabalho de; preocupar-se: não se incomode, por favor." Minha cabeça virou um turbilhão. Em meio às palavras maravilhosamente colocadas na boca daquele homem, eu me sentia vivo, tocado, mexido.
"Eu quero ser incomodado pelo seu amor!" Então veio, realmente, a reflexão sobre a qual quero comentar. Ele falava com o coração, ele dizia que Deus queria ser incomodado pelo nosso amor, que Ele queria sentir o quanto nós o amamos. E tudo isso tem um pouco a ver com o texto anterior. Nós, por todos os motivos que estamos cansados de perceber, ignorar e relevar, estamos acostumados a não demonstrar o amor por quem amamos. Não só por Deus, digo. Por todos! É um amigo de infância que escolheu uma profissão diferente, é a família, os amigos recém-sumidos, os amigos do peito, o amor da sua vida... Com o tempo, a coisa vai ficando de escanteio. E faz mal! É ruim.
Eu quero ser incomodado sempre pelo amor, e pelas demonstrações de amor,' dos meus amigos, que tanto me fazem falta, mas que mesmo sabendo [ou por saber] que os amo, insistem em não me 'incomodar'. A mensagem de madrugada, a ligação fora de hora, a palavra certa na hora errada. Quero ser incomodado pelo amor do meu amor, sempre, para me sentir vivo, quente, acolhido, especial. É coisa de alma, de alma gêmea. Não me vejo em uma rotina monótona de costumes e seguranças, que fazem da gente robôs que vivem o dia a dia da maneira mais mórbida e infétida possível. É necessário movimento, cutucões, beliscões e empurrões.
Quero explodir os pulmões ao gritar e incomodar as pessoas que eu amo, que eu dedico meus segundos de pensamentos, lembranças e nostalgias. Quero ser incomodado pela minha família, que se acostumou a só esperar meus telefonemas com as notícias boas, e nem sempre boas, do meu dia. Quero ser incomodado pelo favor, pela cobrança, pelo amor de quem devota um tanto de sentimentos bons por mim. Quero ser sempre incomodado pela pessoa que eu escolhi dividir todos os segundos dos meus dias, dividir o meu para sempre, provando o quanto o amo, e o quanto vou incomodá-lo por me tornar melhor; realmente 'incomodado'.
Eu quero, definitivamente, que as pessoas que gostam de mim, me incomodem sempre. Porque, dessa forma, todos estarão comigo o tempo inteiro. E eu quero incomodar quem eu amo, provando o quanto esse amor é sincero, e o quanto ele faz parte do meu todo. Eu quero incomodar. Eu quero ser incomodado!
"Eu quero ser incomodado!" Essa foi a frase da noite. Estranho quando paramos para pensar o sentido literal dessa palavra. Estranhíssimo, para falar a verdade. "Causar incômodo a; molestar: incomodar os vizinhos. Desgostar, aborrecer: não me incomode tanto. Causar incômodo a si mesmo; molestar-se, cansar-se, zangar-se. Dar-se ao trabalho de; preocupar-se: não se incomode, por favor." Minha cabeça virou um turbilhão. Em meio às palavras maravilhosamente colocadas na boca daquele homem, eu me sentia vivo, tocado, mexido.
"Eu quero ser incomodado pelo seu amor!" Então veio, realmente, a reflexão sobre a qual quero comentar. Ele falava com o coração, ele dizia que Deus queria ser incomodado pelo nosso amor, que Ele queria sentir o quanto nós o amamos. E tudo isso tem um pouco a ver com o texto anterior. Nós, por todos os motivos que estamos cansados de perceber, ignorar e relevar, estamos acostumados a não demonstrar o amor por quem amamos. Não só por Deus, digo. Por todos! É um amigo de infância que escolheu uma profissão diferente, é a família, os amigos recém-sumidos, os amigos do peito, o amor da sua vida... Com o tempo, a coisa vai ficando de escanteio. E faz mal! É ruim.
Eu quero ser incomodado sempre pelo amor, e pelas demonstrações de amor,' dos meus amigos, que tanto me fazem falta, mas que mesmo sabendo [ou por saber] que os amo, insistem em não me 'incomodar'. A mensagem de madrugada, a ligação fora de hora, a palavra certa na hora errada. Quero ser incomodado pelo amor do meu amor, sempre, para me sentir vivo, quente, acolhido, especial. É coisa de alma, de alma gêmea. Não me vejo em uma rotina monótona de costumes e seguranças, que fazem da gente robôs que vivem o dia a dia da maneira mais mórbida e infétida possível. É necessário movimento, cutucões, beliscões e empurrões.
Quero explodir os pulmões ao gritar e incomodar as pessoas que eu amo, que eu dedico meus segundos de pensamentos, lembranças e nostalgias. Quero ser incomodado pela minha família, que se acostumou a só esperar meus telefonemas com as notícias boas, e nem sempre boas, do meu dia. Quero ser incomodado pelo favor, pela cobrança, pelo amor de quem devota um tanto de sentimentos bons por mim. Quero ser sempre incomodado pela pessoa que eu escolhi dividir todos os segundos dos meus dias, dividir o meu para sempre, provando o quanto o amo, e o quanto vou incomodá-lo por me tornar melhor; realmente 'incomodado'.
Eu quero, definitivamente, que as pessoas que gostam de mim, me incomodem sempre. Porque, dessa forma, todos estarão comigo o tempo inteiro. E eu quero incomodar quem eu amo, provando o quanto esse amor é sincero, e o quanto ele faz parte do meu todo. Eu quero incomodar. Eu quero ser incomodado!
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Acostume-se a não acostumar
A gente se acostuma a acordar cedo todos os dias, e a ficar sem as oito horas de sono necessárias. A gente se acostuma com o trânsito caótico, com o calor insuportável, com a falta de tempo e a correria. A gente se acostuma com a falta de pai e mãe, de amigo e parentes queridos. Se acostuma a não receber bom dia, e ignorar quem te ignora. A gente se acostuma com os problemas políticos e com os juros altos. Acostuma a não receber em dia e a pagar as contas atrasadas. A gente se acostuma até com os problemas de saúde. A gente se acostuma a acostumar com tudo!
A gente se acostuma a não sofrer como da primeira vez. Se acostuma a passar um dia longe, e aceitar que no outro dia tudo volta ao normal. A gente se acostuma com a cama vazia, ou até mesmo com ela cheia, quando não mais acordamos com o entusiasmo de outrora. Se acostuma a esperar o amigo ligar, e se ele não ligar, a gente se acostuma a falar que ele sumiu, e que não gosta mais da gente. A gente se acostuma a esperar, a receber.
A gente se acostuma a trabalhar nos finais de semana e feriados, e até mesmo nas madrugadas. A gente se acostuma a engolir sapos e vespas. Se acostuma a não mandar mais mensagens como antigamente; se acostuma com a certeza, com a dúvida e com o medo. A gente se acostuma com as desavenças, com os barrancos e com os erros. Se acostuma com as manias. A gente se acostuma com o dia a dia.
Não falo sobre isso como se fosse um problema, ou uma coisa ruim. Falo disso por que é a ordem das coisas, e tudo isso acontece de maneira natural, sem que soframos muitos impactos ou sustos. Tanto é que, pouquíssimas vezes, paramos para realmente pensar sobre! A segurança, as certezas, a rotina, a sequência são fatores que fazem com que lidemos bem com isso, de forma que não há problema em acostumar-se. Adianta falar que depois de pensar tais coisas, eu irei mudar tudo? Que eu irei acampar na porta da empresa que não me paga? Que irei militar a favor da saída do Sarney? Que irei dormir mais cedo?
Ahhh... Mas o amor [olha ele aqui de novo!]. O amor sim, faz a gente mudar, a gente melhorar, a gente, pelo menos, tentar ser o melhor para o outro. O amor de família, o amor de amigo, o amor de vida! Eu não vou me acostumar com a falta de beijo apaixonado; eu não vou me acostumar a não fazer surpresas para meu amor; eu não vou deixar que o cansaço me vença. Problemas? Todos nós temos, mas isso serve para fortalecer ainda mais o sentimento que é real, que é sincero e que já é parte inteira de você! Pelo amor, tudo! Eis aqui um pouco daquilo que eu prometo ser sempre para você! Porque o amor me move...
A gente se acostuma a não sofrer como da primeira vez. Se acostuma a passar um dia longe, e aceitar que no outro dia tudo volta ao normal. A gente se acostuma com a cama vazia, ou até mesmo com ela cheia, quando não mais acordamos com o entusiasmo de outrora. Se acostuma a esperar o amigo ligar, e se ele não ligar, a gente se acostuma a falar que ele sumiu, e que não gosta mais da gente. A gente se acostuma a esperar, a receber.
A gente se acostuma a trabalhar nos finais de semana e feriados, e até mesmo nas madrugadas. A gente se acostuma a engolir sapos e vespas. Se acostuma a não mandar mais mensagens como antigamente; se acostuma com a certeza, com a dúvida e com o medo. A gente se acostuma com as desavenças, com os barrancos e com os erros. Se acostuma com as manias. A gente se acostuma com o dia a dia.
Não falo sobre isso como se fosse um problema, ou uma coisa ruim. Falo disso por que é a ordem das coisas, e tudo isso acontece de maneira natural, sem que soframos muitos impactos ou sustos. Tanto é que, pouquíssimas vezes, paramos para realmente pensar sobre! A segurança, as certezas, a rotina, a sequência são fatores que fazem com que lidemos bem com isso, de forma que não há problema em acostumar-se. Adianta falar que depois de pensar tais coisas, eu irei mudar tudo? Que eu irei acampar na porta da empresa que não me paga? Que irei militar a favor da saída do Sarney? Que irei dormir mais cedo?
Ahhh... Mas o amor [olha ele aqui de novo!]. O amor sim, faz a gente mudar, a gente melhorar, a gente, pelo menos, tentar ser o melhor para o outro. O amor de família, o amor de amigo, o amor de vida! Eu não vou me acostumar com a falta de beijo apaixonado; eu não vou me acostumar a não fazer surpresas para meu amor; eu não vou deixar que o cansaço me vença. Problemas? Todos nós temos, mas isso serve para fortalecer ainda mais o sentimento que é real, que é sincero e que já é parte inteira de você! Pelo amor, tudo! Eis aqui um pouco daquilo que eu prometo ser sempre para você! Porque o amor me move...
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Para o amor, o tempo é relativo
Poucas vezes eu tive a sensação de que conhecia uma pessoa há mais tempo do que realmente a conheço. É uma coisa engraçada de pensar, de analisar e, claro, de tentar entender. Há dois meses, conheci a pessoa mais especial da minha vida. Mas a sensação é de que tem dois anos que estamos lado a lado, juntos todo o tempo. Eu sei que é coisa de pele, de alma, de química; uma coisa que transcende o físico. Acreditem se quiser, mas realmente, chego a pensar em outras vidas e, às vezes, chego a cogitar o fato de comentar tão doce teoria.
Ficaria piegas falar mais uma vez em toques, beijos, abraços. Nada mudou, e tenho certeza de que essa perfeição vai continuar da mesma forma. Quando amamos de verdade, vivemos isso de forma bela, plena; vivemos para isso, porque, afinal, é o que nos deixa realmente feliz. As coisas vão, naturalmente, acontecendo.

Então chega a data. Hoje estamos fazendo dois meses! Mas é só esse tempo mesmo? Parece que tem mais; muito mais! E volta aquela velha reflexão de tempo. Tempo é relativo. Sabemos que não tem tempo exato para que o amor nasça, que não tem tempo exato para que ele se fortaleça, que não tem tempo para que as coisas aconteçam. É aquela velha máxima: nada é igual, nada é imutável. Não soaria nada estranho se eu falasse que quando te vi pela primeira vez, sabia que seria você! Eu lutei por isso, e nós fomos nos encontrando, nos moldando e nos fortalecendo.
Um amor dura uma vida toda. Uma vida dura um dia, dois dias, três ou quatro... uma vida dura o quanto você faz dela especial, alegre, cheia de coisas e de sentimentos bons. Uma vida dura enquanto você a divide com outra pessoa, quando você se encontra no outro, quando você se sente completo ao estar com o outro. É um sentimento de eternidade, de intimidade, de assiduidade, de devoção. É o pouco do quanto eu quero ser para meu amor! E eu quero ser sempre o melhor que puder.
Ficaria piegas falar mais uma vez em toques, beijos, abraços. Nada mudou, e tenho certeza de que essa perfeição vai continuar da mesma forma. Quando amamos de verdade, vivemos isso de forma bela, plena; vivemos para isso, porque, afinal, é o que nos deixa realmente feliz. As coisas vão, naturalmente, acontecendo.

Então chega a data. Hoje estamos fazendo dois meses! Mas é só esse tempo mesmo? Parece que tem mais; muito mais! E volta aquela velha reflexão de tempo. Tempo é relativo. Sabemos que não tem tempo exato para que o amor nasça, que não tem tempo exato para que ele se fortaleça, que não tem tempo para que as coisas aconteçam. É aquela velha máxima: nada é igual, nada é imutável. Não soaria nada estranho se eu falasse que quando te vi pela primeira vez, sabia que seria você! Eu lutei por isso, e nós fomos nos encontrando, nos moldando e nos fortalecendo.
Um amor dura uma vida toda. Uma vida dura um dia, dois dias, três ou quatro... uma vida dura o quanto você faz dela especial, alegre, cheia de coisas e de sentimentos bons. Uma vida dura enquanto você a divide com outra pessoa, quando você se encontra no outro, quando você se sente completo ao estar com o outro. É um sentimento de eternidade, de intimidade, de assiduidade, de devoção. É o pouco do quanto eu quero ser para meu amor! E eu quero ser sempre o melhor que puder.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
A menina em seu espelho
Ontem aconteceu uma coisa inusitada; digo, diferente. Ao conferir minha caixa de email pela milésima vez, como rotineiramente faço todas as manhãs, recebi um pedido de uma amiga, de uma amiga querida. "Rod, quando nao tiver ideias. Poste. É assim que ando me sentindo!" Confesso que fiquei surpreso, um pouco desentendido, e um pouco admirado. Ao ler aquelas palavras, consegui entender o que ela está sentindo, consegui entender o que ela estava querendo dizer. Falo isso porque, em algum momento de nossas vidas, todos sentimos isso. É um pesar, um fardo que todos carregamos. Há identificação, há semelhanças. E apesar de estar na melhor fase de minha vida, sou solidário a isso, sou apaixonadamente solidário a esses sentimentos.
Por Tainá Rakan Borela. Um suspiro, um pedido de uma amiga, um abraço forte.
Existe uma uma menina em meu espelho que eu quero saber quem é. Às vezes eu penso que a conheço, às vezes eu realmente desejo conhecê-la. Tem uma história em seus olhos: canções de ninar e despedidas quando está olhando para mim.
Eu posso dizer que o seu coração é machucado facilmente
Porque a menina em meu espelho está gritando esta noite. E não há nada que eu possa lhe dizer para fazê-la sentir melhor. A menina em meu espelho está chorando por sua causa e eu gostaria que houvesse algo que eu pudesse fazer
Se eu pudesse eu lhe diria para não estar receosa. E que a dor que está sentindo, a sensação de solidão irá acabar
Então seque suas lágrimas e descanse, o amor a encontrará como antes. Quando ela está olhando para mim, eu descubro que nada é tão fácil assim
Eu não posso acreditar no que vejo - a menina no espelho sou eu.
Por Tainá Rakan Borela. Um suspiro, um pedido de uma amiga, um abraço forte.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Sensitividade natural
Eu sempre soube que as pessoas não nasceram para ficar sozinhas. Mesmo assim, como todos, nos momentos mais difíceis, de fraqueza, cheguei a acreditar no contrário. Praguejei algumas calúnias e esmurrei o ar com luvas de boxe. Senti-me injustiçado, vítima e sem vida. Fui infame ao achar que seria um solteirão solitário, acompanhado das taças de champanhe metade vazias, e das noites vagas. Quis que todos os meus amigos se mantivessem assim, e que seguissem o fluxo natural do meio, do dia a dia, das rotinas existentes.
E todos os acontecimentos me levaram a pensar no quanto somos mutáveis, e no quanto aprendemos com as experiências, com a convivência e com o passar do tempo. Sei que estou mudando, e que faço isso porque me sinto bem, me sinto feliz, me sinto realizado. Hoje, posso enumerar diversas situações, ou diversos jeitos de se enxergar a vida. Com você, tudo é mais claro, mais coeso e simples. As manias que o outro carrega faz com que me veja induzido a adquiri-las; no início, mais para agradar do que, de fato, se tornar uma necessidade. E então, tudo começa a ficar gostoso, natural.
A cama sempre arrumada, as roupas guardadas no devido lugar, o lençol esticado, a casa sempre limpa. O tempo me mostra o quanto é bom adquirir essas responsabilidades e o quanto é bom se aproximar de coisas que, naturalmente, vão se tornando suas. Aí logo depois você começa a sentir falta de passar as mãos nas costas, de colocar a mão no meio da perna, de deixar a luz baixa, de sentir o lugar quente. Começa a entender que, naturalmente, aquilo faz parte da sua vida... que aquilo, de fato, é a sua vida! É a melhor sensação do mundo. É indescritível!
Imaginem quando está longe! Imaginem quando você acostuma com tudo isso e, de repente, você se vê um ou dois dias distante e, então, você, literalmente, não sabe o que fazer, como agir e até mesmo o que falar. Falta! É questão de metade. E que seja metade da laranja, a tampa do jarro, o parzinho do vaso, o cadarço do tênis, a moeda mais importante da coleção, a alma gêmea. Mas aí você para e começa a pensar: logo logo mais conquistas. O apartamento, as meias na mesma gaveta, as roupas no mesmo guardarroupas, os mesmos gostos adquiridos, as mesmas vontades, os mesmos sonhos...
E todos os acontecimentos me levaram a pensar no quanto somos mutáveis, e no quanto aprendemos com as experiências, com a convivência e com o passar do tempo. Sei que estou mudando, e que faço isso porque me sinto bem, me sinto feliz, me sinto realizado. Hoje, posso enumerar diversas situações, ou diversos jeitos de se enxergar a vida. Com você, tudo é mais claro, mais coeso e simples. As manias que o outro carrega faz com que me veja induzido a adquiri-las; no início, mais para agradar do que, de fato, se tornar uma necessidade. E então, tudo começa a ficar gostoso, natural.
A cama sempre arrumada, as roupas guardadas no devido lugar, o lençol esticado, a casa sempre limpa. O tempo me mostra o quanto é bom adquirir essas responsabilidades e o quanto é bom se aproximar de coisas que, naturalmente, vão se tornando suas. Aí logo depois você começa a sentir falta de passar as mãos nas costas, de colocar a mão no meio da perna, de deixar a luz baixa, de sentir o lugar quente. Começa a entender que, naturalmente, aquilo faz parte da sua vida... que aquilo, de fato, é a sua vida! É a melhor sensação do mundo. É indescritível!
Imaginem quando está longe! Imaginem quando você acostuma com tudo isso e, de repente, você se vê um ou dois dias distante e, então, você, literalmente, não sabe o que fazer, como agir e até mesmo o que falar. Falta! É questão de metade. E que seja metade da laranja, a tampa do jarro, o parzinho do vaso, o cadarço do tênis, a moeda mais importante da coleção, a alma gêmea. Mas aí você para e começa a pensar: logo logo mais conquistas. O apartamento, as meias na mesma gaveta, as roupas no mesmo guardarroupas, os mesmos gostos adquiridos, as mesmas vontades, os mesmos sonhos...
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Me consome
Hoje eu acordei com frio. Um frio diferente, que tomava meu peito. Um frio que deixava de lado todo o calor goianiense que já se formava às sete da manhã. Um frio que me congelou e que me fez enrolar e rolar na cama. Um frio que cobertor nenhum aquecia, que a falta congelava, que o silêncio consumia. Era como se tivesse em um filme antigo, uma paisagem preta e branca, uma monotonia sem fim. Ou talvez nem fosse isso... talvez, a palavra certa seria falta, seria saudade!

"A presença da ausência me consome". Penso, reflito, devaneio, me escondo nesse pensamento. São inícios de semanas penosas, complicadas e doídas. A falta de pele, de toque, de beijo de boa noite e de bom dia, de pés macios acariciando-se, de braço suado, de encaixe perfeito. A cama grande, o lençol amassado nos lugares errados, o travesseiro faltando, o cobertor de casal vazio. Dói não sentir o ar que sai da sua respiração, dói muito não sentir o seu cheiro bom ao acordar, o gosto de café quente na boca macia, o sorriso perfeito, o brilho único do olhar. É a força que falta para seguir meus dias.
Resumo tudo em espera, em força e em projeções. Reúno forças no futuro próximo, na chegada no meio da semana, no final do dia, no coração acelerado, nas mensagens recebidas. Sonho com um futuro certo, com idas e vindas compartilhadas, com complementações. Tenho no coração, hoje - e para sempre, o amor que só sentimos uma vez na vida. O amor com o qual sonhamos, criamos nossos contos de fada. "Carrego o seu coração comigo. Carrego-o no meu coração". Se for preciso, sempre esperarei você chegar, porque só com você me sinto completo, definitivamente.
Não consigo e não quero mais imaginar a minha vida sem você! A saudade, quando você não está, é mais significativa, é mais entendida. Dói, aperta, esfola, consome...

"A presença da ausência me consome". Penso, reflito, devaneio, me escondo nesse pensamento. São inícios de semanas penosas, complicadas e doídas. A falta de pele, de toque, de beijo de boa noite e de bom dia, de pés macios acariciando-se, de braço suado, de encaixe perfeito. A cama grande, o lençol amassado nos lugares errados, o travesseiro faltando, o cobertor de casal vazio. Dói não sentir o ar que sai da sua respiração, dói muito não sentir o seu cheiro bom ao acordar, o gosto de café quente na boca macia, o sorriso perfeito, o brilho único do olhar. É a força que falta para seguir meus dias.
Resumo tudo em espera, em força e em projeções. Reúno forças no futuro próximo, na chegada no meio da semana, no final do dia, no coração acelerado, nas mensagens recebidas. Sonho com um futuro certo, com idas e vindas compartilhadas, com complementações. Tenho no coração, hoje - e para sempre, o amor que só sentimos uma vez na vida. O amor com o qual sonhamos, criamos nossos contos de fada. "Carrego o seu coração comigo. Carrego-o no meu coração". Se for preciso, sempre esperarei você chegar, porque só com você me sinto completo, definitivamente.
Não consigo e não quero mais imaginar a minha vida sem você! A saudade, quando você não está, é mais significativa, é mais entendida. Dói, aperta, esfola, consome...
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Sobre sentimentos, casos e acasos
Gosto do sorriso natural ao ganhar uma flor quase murcha, só por sentir o significado da verdadeira intenção de dá-la. Gosto de beijo surpresa, ou roubado, só por fazer meu coração estalar e se anestesiar segundos seguintes. Gosto da mensagem de madrugada por ser a hora que menos espero recebê-la. Gosto do carinho redigido no guardanapo à mesa do bar. Gosto do pulo na piscina, acompanhado do abraço quente que me protege da água fria. Gosto de levantar da cama para apagar a luz e deixar meu amor deitado, confortavelmente tranquilo. Gosto da companhia nos momentos chatos, por ser uma das provas do quanto sou importante. Gosto da mesa detalhadamente posta para mim, do lençol esticado, do travesseiro fofo, do perfume cítrico. Gosto da frase dita, das verdades que saem do coração.
Sentimentos. Se procurarmos em dicionário o verdadeiro significado dessa palavra, denotaremos que sentimentos são, de forma genérica, informações que seres biológicos são capazes de sentir nas situações que vivenciam, no dia a dia, a cada segundo que passa. Felicidade, amor, carinho, afeto, medo, empatia, antipatia, ódio, alegria, tristeza. São tantos, que ninguém conseguiria descrevê-los, de fato, detalhadamente. Às vezes [quase sempre], paro e fico pensando o que isso tudo significa para mim. O quanto o amor move a minha vida; o quanto meu coração enche de tristeza nas despedidas; o quanto fico de mau humor quando tenho que acordar mais cedo; o quanto fico indignado com a inveja, com a indiferença e com o descaso; o quanto fico radiante com a companhia de alguém especial.
Escrevo sobre o amor, sobre as alegrias da vida, dos passeios no parque, da tarde quente e aconchegante, do azul bonito do céu, do sorriso na rua, dos abraços, da companhia insubstituível, do sol quente, do verde das plantas, do contraste das cores, da beleza da água quando estou verdadeiramente feliz. Escrevo da ausência, da saudade, do abandono, da frase não dita, da espera boba, dos porquês que incomodam quando estou triste, melancólico, melodramático. Escrevo do trânsito caótico, do abuso no trabalho, da falta de responsabilidade, do motoqueiro que quase bateu no meu carro, do não entendimento, das obrigações chatas quando estou com raiva, indignado, com ódio momentâneo.
O fato é: tudo que faço bem, ou que tento fazer bem, depende do meu estado emocional. Acredito que não tem como separar os sentimentos do 'físico'. Minha pele fica mais bonita, minhas rugas diminuem, meu intestino funciona melhor, minhas roupas me vestem melhor quando estou mais feliz. É notório. Então, como dizer que não são questões que se complementam? Ou melhor, o sentimento é uma questão que determina todas as outras. E a partir de então, começamos a perceber que os acasos, ou os casos e causos de nossas vidas foram e são determinados pelos nossos sentimentos. É simples! Posso estar transbordando de alegria, mas se acontece alguma coisa inesperada que me incomoda, que me deixa preocupado, a felicidade se transforma em uma expressão marcante, um determinante. Entendem?
Gosto muito do texto "Relacionamentos", do Arnaldo Jabor, que fala sobre sentimentos, experiências, considerações e visões sobre o quanto precisamos enxergar algumas verdades de outra forma. Mas discordo um pouco aqui: "... E não temos esta coisa completa. Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é malhada, mas não é sensível. Tudo nós não temos"! Como assim, tudo nós não temos? Concordo que, de fato, as coisas são assim. Mas falo que discordo porque acredito que isso também depende de nós. Meu amor é perfeito para mim, mesmo com seus defeitos. E o restante? Basta eu tentar mudar. Se eu não vou ser para o outro tudo aquilo que ele gostaria, porque ele tem que ser para mim tudo o que eu queria? Somos mutáveis, e até isso depende do quanto gostamos, queremos de verdade, acreditamos. Tudo depende de encaixe, de vontade, de empenho.
Para o dia ser belo, é preciso que eu acorde de bom humor, de sorriso de orelha a orelha, de pé direito, de calor, de aconchego. É simples, é coerente. Meus sentimentos fazem com que eu siga meus dias, mais ou menos empolgado, mais ou menos confiante, mais ou menos determinado. As surpresas boas, geralmente, vêm quando eu estou radiante, quando tudo está bem; as ruins insistem em fazer com que eu repita: "tudo pode piorar mesmo!" E assim seguimos nosso fluxo, sem, muitas vezes, perceber o quanto isso nos rege, o quanto queremos e esperamos por sentimentos bons...
Sentimentos. Se procurarmos em dicionário o verdadeiro significado dessa palavra, denotaremos que sentimentos são, de forma genérica, informações que seres biológicos são capazes de sentir nas situações que vivenciam, no dia a dia, a cada segundo que passa. Felicidade, amor, carinho, afeto, medo, empatia, antipatia, ódio, alegria, tristeza. São tantos, que ninguém conseguiria descrevê-los, de fato, detalhadamente. Às vezes [quase sempre], paro e fico pensando o que isso tudo significa para mim. O quanto o amor move a minha vida; o quanto meu coração enche de tristeza nas despedidas; o quanto fico de mau humor quando tenho que acordar mais cedo; o quanto fico indignado com a inveja, com a indiferença e com o descaso; o quanto fico radiante com a companhia de alguém especial.
Escrevo sobre o amor, sobre as alegrias da vida, dos passeios no parque, da tarde quente e aconchegante, do azul bonito do céu, do sorriso na rua, dos abraços, da companhia insubstituível, do sol quente, do verde das plantas, do contraste das cores, da beleza da água quando estou verdadeiramente feliz. Escrevo da ausência, da saudade, do abandono, da frase não dita, da espera boba, dos porquês que incomodam quando estou triste, melancólico, melodramático. Escrevo do trânsito caótico, do abuso no trabalho, da falta de responsabilidade, do motoqueiro que quase bateu no meu carro, do não entendimento, das obrigações chatas quando estou com raiva, indignado, com ódio momentâneo.
O fato é: tudo que faço bem, ou que tento fazer bem, depende do meu estado emocional. Acredito que não tem como separar os sentimentos do 'físico'. Minha pele fica mais bonita, minhas rugas diminuem, meu intestino funciona melhor, minhas roupas me vestem melhor quando estou mais feliz. É notório. Então, como dizer que não são questões que se complementam? Ou melhor, o sentimento é uma questão que determina todas as outras. E a partir de então, começamos a perceber que os acasos, ou os casos e causos de nossas vidas foram e são determinados pelos nossos sentimentos. É simples! Posso estar transbordando de alegria, mas se acontece alguma coisa inesperada que me incomoda, que me deixa preocupado, a felicidade se transforma em uma expressão marcante, um determinante. Entendem?
Gosto muito do texto "Relacionamentos", do Arnaldo Jabor, que fala sobre sentimentos, experiências, considerações e visões sobre o quanto precisamos enxergar algumas verdades de outra forma. Mas discordo um pouco aqui: "... E não temos esta coisa completa. Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é malhada, mas não é sensível. Tudo nós não temos"! Como assim, tudo nós não temos? Concordo que, de fato, as coisas são assim. Mas falo que discordo porque acredito que isso também depende de nós. Meu amor é perfeito para mim, mesmo com seus defeitos. E o restante? Basta eu tentar mudar. Se eu não vou ser para o outro tudo aquilo que ele gostaria, porque ele tem que ser para mim tudo o que eu queria? Somos mutáveis, e até isso depende do quanto gostamos, queremos de verdade, acreditamos. Tudo depende de encaixe, de vontade, de empenho.
Para o dia ser belo, é preciso que eu acorde de bom humor, de sorriso de orelha a orelha, de pé direito, de calor, de aconchego. É simples, é coerente. Meus sentimentos fazem com que eu siga meus dias, mais ou menos empolgado, mais ou menos confiante, mais ou menos determinado. As surpresas boas, geralmente, vêm quando eu estou radiante, quando tudo está bem; as ruins insistem em fazer com que eu repita: "tudo pode piorar mesmo!" E assim seguimos nosso fluxo, sem, muitas vezes, perceber o quanto isso nos rege, o quanto queremos e esperamos por sentimentos bons...
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Mais que seu filho, eu sou seu fã!
“Naquela mesa ele sentava sempre, e me dizia sempre o que é viver melhor. Naquela mesa ele contava estórias e, hoje, na memória, eu guardo e sei de cor. Naquela mesa ele juntava gente e contava contente o que fez de manhã; e os seus olhos era tanto brilho, que eu, mais que seu filho, eu fiquei seu fã!”
Falar de pai, é falar de amor de pai, amor de filho, de gratidão, de cumplicidade, de exemplo e de espelho; falar de broncas, de gestos, de memórias, de puxões de orelha, de gargalhadas, de uma vida inteira; falar com o coração, falar com a alma e com o simples sorriso dele que eu carrego comigo. Letras de músicas, de poemas, de cantigas e de histórias – os nossos pais são inspiração para tudo nesse mundo. Meu pai, sem dúvida nenhuma, é meu ídolo!
Quando nascemos, não conseguimos distinguir nada; ainda não temos a noção do que logo adiante está preparado e pronto para nós. E a partir daí, precisa-se de muito pouco para começarmos a perceber que aquela mão grande e confortável é e será a nossa fortaleza. É a mão que estará ali, pronta para ajudar e acudir a gente, sempre que precisarmos. Os nossos pais, o meu pai, foi o alicerce inicial necessário para que pudesse, de fato, nascer... foi o presente de Deus na minha vida, e foi o que de melhor poderia ter acontecido; uma das maiores provas de Seu amor por mim. Meu pai é meu exemplo!
É impossível não lembrar da lágrima presa aos olhos, quando ele nos deixou pela primeira vez no colégio chorando. É impossível não notar a força que ele sempre nos passou, mesmo quando sabia que não estava nada bem. É impossível não agradecer o abraço forte, apertado, o aconchego, o carinho sem jeito, o sorriso embargado, o gesto desengonçado. É impossível não agradecer o grito, o entusiasmo, a companhia nas competições de natação, no campo de futebol, na luta do judô, nos festivais de ballet, no jazz, ou nas rodas de capoeira. É impossível não se referir à confiança de todas as horas, dos passeios aos domingos, das reuniões de família quando ele pedia silêncio, com a voz forte e grossa, para que pudéssemos fazer a oração. O churrasqueiro das reuniões, o motorista das idas à distribuidora, o despertador dos domingos de missa, o super-herói dos nossos melhores filmes, o galã da novela das oito. Meu pai é aquele que eu sempre quis ser!
Aqui entra uma questão conflitante: é impossível ser igual aos nossos pais. Meu pai é o melhor! "Filho de peixe, peixinho é!" Confesso que tento, ao máximo, ser tudo aquilo que ele é, e tudo aquilo que ele significa para mim, minha família e até mesmo meus amigos. Me sinto tão orgulhoso quando ouço: seu pai é o máximo! Estufo o peito e repito: meu pai é o máximo! Então o tempo vai passando, as coisas vão mudando, e continuamos amando cada vez mais os nossos pais. A educação que ele me deu, as palmadas bem dadas, a coragem de me deixar crescer e me entregar ao mundo. A confiança de ter entregado o carro pela primeira vez, a bronca na minha mãe quando ela quis ligar no meio da madrugada, o dinheiro escondido, o esforço de me dar uma viagem de presente. Meu pai é meu anjo da guarda!
'Pai, Eu não faço questão de ser tudo. Só não quero e não vou ficar mudo para falar de amor para você! Pai, eu cresci e não houve outro jeito; quero só recostar no teu peito, Para pedir para você ir lá em casa... Pai, você foi meu herói, meu bandido; hoje é mais, muito mais que um amigo. Nem você nem ninguém está sozinho. Você faz parte desse meu caminho, que hoje eu sigo em paz!' Meu pai é meu mundo!
Falar de pai, é falar de amor de pai, amor de filho, de gratidão, de cumplicidade, de exemplo e de espelho; falar de broncas, de gestos, de memórias, de puxões de orelha, de gargalhadas, de uma vida inteira; falar com o coração, falar com a alma e com o simples sorriso dele que eu carrego comigo. Letras de músicas, de poemas, de cantigas e de histórias – os nossos pais são inspiração para tudo nesse mundo. Meu pai, sem dúvida nenhuma, é meu ídolo!
Quando nascemos, não conseguimos distinguir nada; ainda não temos a noção do que logo adiante está preparado e pronto para nós. E a partir daí, precisa-se de muito pouco para começarmos a perceber que aquela mão grande e confortável é e será a nossa fortaleza. É a mão que estará ali, pronta para ajudar e acudir a gente, sempre que precisarmos. Os nossos pais, o meu pai, foi o alicerce inicial necessário para que pudesse, de fato, nascer... foi o presente de Deus na minha vida, e foi o que de melhor poderia ter acontecido; uma das maiores provas de Seu amor por mim. Meu pai é meu exemplo!
É impossível não lembrar da lágrima presa aos olhos, quando ele nos deixou pela primeira vez no colégio chorando. É impossível não notar a força que ele sempre nos passou, mesmo quando sabia que não estava nada bem. É impossível não agradecer o abraço forte, apertado, o aconchego, o carinho sem jeito, o sorriso embargado, o gesto desengonçado. É impossível não agradecer o grito, o entusiasmo, a companhia nas competições de natação, no campo de futebol, na luta do judô, nos festivais de ballet, no jazz, ou nas rodas de capoeira. É impossível não se referir à confiança de todas as horas, dos passeios aos domingos, das reuniões de família quando ele pedia silêncio, com a voz forte e grossa, para que pudéssemos fazer a oração. O churrasqueiro das reuniões, o motorista das idas à distribuidora, o despertador dos domingos de missa, o super-herói dos nossos melhores filmes, o galã da novela das oito. Meu pai é aquele que eu sempre quis ser!
Aqui entra uma questão conflitante: é impossível ser igual aos nossos pais. Meu pai é o melhor! "Filho de peixe, peixinho é!" Confesso que tento, ao máximo, ser tudo aquilo que ele é, e tudo aquilo que ele significa para mim, minha família e até mesmo meus amigos. Me sinto tão orgulhoso quando ouço: seu pai é o máximo! Estufo o peito e repito: meu pai é o máximo! Então o tempo vai passando, as coisas vão mudando, e continuamos amando cada vez mais os nossos pais. A educação que ele me deu, as palmadas bem dadas, a coragem de me deixar crescer e me entregar ao mundo. A confiança de ter entregado o carro pela primeira vez, a bronca na minha mãe quando ela quis ligar no meio da madrugada, o dinheiro escondido, o esforço de me dar uma viagem de presente. Meu pai é meu anjo da guarda!
'Pai, Eu não faço questão de ser tudo. Só não quero e não vou ficar mudo para falar de amor para você! Pai, eu cresci e não houve outro jeito; quero só recostar no teu peito, Para pedir para você ir lá em casa... Pai, você foi meu herói, meu bandido; hoje é mais, muito mais que um amigo. Nem você nem ninguém está sozinho. Você faz parte desse meu caminho, que hoje eu sigo em paz!' Meu pai é meu mundo!
terça-feira, 4 de agosto de 2009
O agora, para sempre!
Não importa o que pensam. Não importa o quanto parece loucura. Não importa o que digam. Reiterando: não importa (mesmo!) o que digam! É de coração, é de alma, é de semblante, de toque, de semelhanças, de complementações. É de abraços, de toques, de prazeres, de beijos molhadas, costas suadas, pernas entrelaçadas. É de saudades, de abismos, de despedidas, de solidões, de falta. É de igualdade, de ternura, de sentimentos, de apertos e de puxões. É de chocolate, é de sal, é de diferenças, é de misturas, é de inexplicáveis coisas. É de pensamentos, é de coincidências, de transmissões, de nostalgia, de afazeres. É clichê, é novo, é eterno, é de sonhos, de projeções e de vontades.
Eu já repeti, poucas vezes, algumas frases e vontades na minha vida. E tudo na minha vida transborda amor! Amor. Sentimento mais 'usado', falado, sentido, esbofeteado, apedrejado, cuidado, almejado, querido sobre o qual já ouvi falar. Prometi um 'para sempre' que até cheguei a achar que não existiria, em nome dessa certeza. Prometi a companhia de alguém que estaria realmente ali; mas os infortúnios e os contratempos insistiram em não cuidar daquilo, de nós, dos outros, de todos. Disse que tinha certeza de algo, mas não bastou, já que não tinham certeza da reciprocidade. Já sonhei com vidas se cruzando, se agrupando e realizando a eternidade... eternidade que só o amor promete, permite e abrange.
Não tenho intenção de falar do amor (enquanto sentimento) em si, em suma. Não temos propriedade para isso; ninguém tem. Mas falo do meu amor, daquilo que sinto, das minhas certezas... ainda mais certas do que nunca. Os amores de amigos, que se tornam nossa família; a frase bem pregada de uma 'irmã' ao dizer: "Seja benvindo à nossa família!" Um afago ao coração. Um abraço do amor de avó, um aperto no coração ao despedir dos pais, da minha 'vida'! A falta que me faz, o sentido que me completa, o valor que começo a dar a tudo que me cerca.
Exagero é não se entregar, é ter medo, é não acreditar. Exagero é deixar a desilusão, as experiências passadas, os tombos, os tropeços, os erros atrapalharem o presente, o futuro. Exagero é não lidar com os problemas, com a insegurança, com o julgamento, com a desconfiança. Exagero é não amar! Pouco tempo, muito tempo, tempo necessário... O amor transforma essa propriedade em algo relativo; só ele tem esse poder. 'Todos nós temos o nosso tempo!' Ou 'cada coisa no seu tempo'. Quando vi, estava não só transbordando, mas jorrando amor. E é assim que me sinto realmente feliz.
No passado, cheguei a sonhar coisas semelhantes; repeti alguns jargões, fiz frases ditas, encaixei peças necessárias. E, hoje, tenho orgulho de dizer que foram necessárias. Foram necessárias para me mostrar o quanto hoje é mais completo, mais seguro, mais forte, mais certo! Necessárias para que eu aprendesse que não basta querer sozinho. Necessárias para me mostrar que não dá para seguir tentando, insistindo, sofrendo; que quando menos esperamos, Deus nos dá. Necessárias para me fazer acreditar que existe alma gêmea, que existe 'a metade da laranja'. Necessárias para fazer com que eu veja que está na hora, que agora sim é o que sempre quis. Necessárias para serem cuidadas, acariciadas e minuciosamente regadas. Necessárias para dizer: eu te amo, e é com você que quero viver o meu 'para sempre'!
Eu já repeti, poucas vezes, algumas frases e vontades na minha vida. E tudo na minha vida transborda amor! Amor. Sentimento mais 'usado', falado, sentido, esbofeteado, apedrejado, cuidado, almejado, querido sobre o qual já ouvi falar. Prometi um 'para sempre' que até cheguei a achar que não existiria, em nome dessa certeza. Prometi a companhia de alguém que estaria realmente ali; mas os infortúnios e os contratempos insistiram em não cuidar daquilo, de nós, dos outros, de todos. Disse que tinha certeza de algo, mas não bastou, já que não tinham certeza da reciprocidade. Já sonhei com vidas se cruzando, se agrupando e realizando a eternidade... eternidade que só o amor promete, permite e abrange.
Não tenho intenção de falar do amor (enquanto sentimento) em si, em suma. Não temos propriedade para isso; ninguém tem. Mas falo do meu amor, daquilo que sinto, das minhas certezas... ainda mais certas do que nunca. Os amores de amigos, que se tornam nossa família; a frase bem pregada de uma 'irmã' ao dizer: "Seja benvindo à nossa família!" Um afago ao coração. Um abraço do amor de avó, um aperto no coração ao despedir dos pais, da minha 'vida'! A falta que me faz, o sentido que me completa, o valor que começo a dar a tudo que me cerca.
Exagero é não se entregar, é ter medo, é não acreditar. Exagero é deixar a desilusão, as experiências passadas, os tombos, os tropeços, os erros atrapalharem o presente, o futuro. Exagero é não lidar com os problemas, com a insegurança, com o julgamento, com a desconfiança. Exagero é não amar! Pouco tempo, muito tempo, tempo necessário... O amor transforma essa propriedade em algo relativo; só ele tem esse poder. 'Todos nós temos o nosso tempo!' Ou 'cada coisa no seu tempo'. Quando vi, estava não só transbordando, mas jorrando amor. E é assim que me sinto realmente feliz.
No passado, cheguei a sonhar coisas semelhantes; repeti alguns jargões, fiz frases ditas, encaixei peças necessárias. E, hoje, tenho orgulho de dizer que foram necessárias. Foram necessárias para me mostrar o quanto hoje é mais completo, mais seguro, mais forte, mais certo! Necessárias para que eu aprendesse que não basta querer sozinho. Necessárias para me mostrar que não dá para seguir tentando, insistindo, sofrendo; que quando menos esperamos, Deus nos dá. Necessárias para me fazer acreditar que existe alma gêmea, que existe 'a metade da laranja'. Necessárias para fazer com que eu veja que está na hora, que agora sim é o que sempre quis. Necessárias para serem cuidadas, acariciadas e minuciosamente regadas. Necessárias para dizer: eu te amo, e é com você que quero viver o meu 'para sempre'!
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